Eu construí minha muralha de papel. Muitos papéis.
Em um determinado momento da minha vida deixei de prestar atenção nas pessoas e direcionei todos os meus olhares aos livros, e são deles que minha muralha é feita.Não preciso ter pena em derrubá-la, pois todas as coisas boas que os livros me trouxeram já estão guardadas em minha memória, não há mais necessidade de mantê-los na minha frente, fazendo essa divisão entre mim e o mundo.
Outros livros virão até mim, com certeza, pois não vivo sem eles. Mas dessa vez serão utilizados apenas para me instruir, não para me afastar nem me isolar.
O isolamento, no início, é algo bom, mas ele também tem prazo de validade.
E o meu já venceu faz tempo!



3 comentários:
A verdade de uma muralha, é que ela nos esconde de palavras, de olhares e da realidade, nos fazendo viver sem feridas.
Mais se ficarmos muito tempo com elas, morreremos sem ter tentado viver.
A cada muralha derrubada, outra é construída sem sabermos.
Amiga querida, é sempre bom e gostoso passear pelo teu blog, eu amooo.
Obrigada pelo selinho, mas não posso pegá-lo,não tenho jeito para essas coisas ..rs..estou sempre correndo.
Sabe que eu amo Itajaí? Tenho daí ótimas lembranças.
Um suave bater de asas.
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